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Portugal vai mexer nas suas reservas de petróleo


O primeiro-ministro, Luís Montenegro, que Portugal vai mobilizar dois milhões de barris das suas reservas estratégias de petróleo em resposta à crise gerada pelo conflito no Médio Oriente.

Este valor, refira-se, representa 10% do armazenado e equivale a cerca de 275 mil toneladas de produtos petrolíferos e derivados, revelou o primeiro-ministro, no seguimento da decisão da Agência Internacional de Energia.

Esta medida vem no seguimento da decisão da Agência Internacional de Energia (AIE), que pediu a libertação de 400 milhões de barris das reservas estratégicas dos 32 países membros, onde se inclui Portugal.

À saída das jornadas parlamentares do PSD, que terminaram em Caminha, Montenegro sublinhou que o governo português “está alinhado com aquilo que está a acontecer no âmbito da União Europeia e de outros países”. A este propósito, adiantou que na última reunião com os parceiros europeus em que o ministro das Finanças participou foi pedido que o governo português explicasse “o mecanismo de desconto no ISP para eventualmente se poder aplicar também” noutros países.

“É sabido que a Grécia e a Croácia já também tomaram decisões do ponto de vista da contenção do aumento dos preços. E nós estamos a partilhar exatamente aquilo que cada um está a fazer para poder conformar uma estratégia comum que possa de alguma maneira conter os efeitos sobre as famílias e sobre as empresas”, disse.

Há uma semana foi noticiado que Portugal dispõe de reservas para 93 dias de consumo, num cenário de disrupção, indicou a ENSE, ressalvando que as importações nacionais não têm exposição a Ormuz nas quantidades de mercadorias adquiridas e transportadas.

Importa clarificar que, realmente, Portugal dispõe de reservas (cerca de 93 dias de consumo) para fazer face a um cenário de disrupção no normal funcionamento do país”, clarificou a ENSE – Entidade Nacional para o Setor Energético.

Contudo, ressalvou que as importações portuguesas não têm exposição ao estreito de Ormuz “nas quantidades de mercadorias adquiridas e transportadas para o território nacional”.

Pelo estreito de Ormuz, encerrado pelo Irão, são transportados gás natural e barris de petróleo. Uso de reservas de petróleo resulta de reflexão “extremamente coordenada” Os anúncios feitos por alguns países do G7 de utilizar parte das suas reservas estratégicas de petróleo “inscrevem-se, sem dúvida, numa reflexão extremamente coordenada”, afirmou o ministro da Economia francês, Roland Lescure.

Também a Alemanha vai libertar parte das suas reservas estratégicas de petróleo devido ao forte aumento dos preços da energia provocado pela guerra no Médio Oriente, anunciou a ministra da Economia, Katherina Reiche.

“A Agência Internacional de Energia (AIE) solicitou aos seus Estados-Membros que libertassem reservas de petróleo no valor de 400 milhões de barris, ou seja, pouco mais de 54 milhões de toneladas”, afirmou.
“Vamos dar seguimento a este pedido e dar o nosso contributo, pois a Alemanha adere ao princípio fundamental mais importante da AIE: a solidariedade mútua”, acrescentou.

Os preços do petróleo voltaram a subir, novamente impulsionados pela guerra no Médio Oriente, que paralisa o estreito de Ormuz, via de transporte crucial para os hidrocarbonetos, perto da qual vários navios foram novamente atingidos.

“No domínio do abastecimento de petróleo, a situação é tensa. O estreito de Ormuz está atualmente impraticável. O preço mundial aumentou mais de 30%”, reconheceu Katherina Reiche.

As autoridades japonesas também planeiam recorrer às suas reservas de petróleo bruto na próxima segunda-feira, numa tentativa de estabilizar os preços do petróleo, afirmou a primeira-ministra do país, Sanae Takaichi.

 

Fonte: Boletim Empresarial – Principais Notícias Económicas e Fiscais
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