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11 mil milhões para financiar projetos empresariais


11 mil milhões para financiar projetos empresariais é uma enorme oportunidade para as empresas

«Vamos ter, até 2030, entre o PRR e o PT2030, 11 mil milhões de euros para financiar projetos empresariais – mais 90% do que tivemos no PT 2020 – e isto é uma enorme oportunidade para as vossas empresas e para as empresas vossas clientes», disse o Primeiro-Ministro António Costa no encontro com empresários do Norte no âmbito da iniciativa «A caminho de Hannover», que decorreu em Braga.

O Primeiro-Ministro referiu que, por exemplo, «as empresas de tecnologias de suporte à indústria 4.0 devem ser as principais divulgadoras dos 650 milhões que existem no Plano de Recuperação e Resiliência para a indústria 4.0, que financiarão os que podem adquirir os vossos produtos e serviços».

 

Mostrar Portugal

António Costa afirmou que «é importante mostrar em Hanover, mas também é importante mostrar Portugal em Portugal, porque tendemos excessivamente a desvalorizar as nossas capacidades».

«Esta participação da Hannover Messe é fundamental para dar músculo a quem está no terreno e para inspirar e motivar todos os outros para este futuro que temos de construir», disse, acrescentando que «foi para isto que, antes de estar convosco em Hanover, quis fazer estas sessões, para que todos se conheçam e se mobilizem».

O Primeiro-Ministro disse que «primeiro devido à pandemia, agora devido à guerra, o mundo está a reorganizar as suas cadeias de valor à escala global. A Europa percebeu que não pode continuar a depender inteiramente de produções que deslocalizou para outras geografias e que é fundamental que recupere». «Surpreendeu-nos que, num continente onde se desenvolvem foguetões espaciais, não havia quem produzisse máscaras».

 

Reindustrializar

Durante a pandemia, «muitas empresas portuguesas provaram a vantagem de ainda sermos um país no qual ainda há o saber fazer de certos produtos, o que foi fundamental para captarmos para Portugal a produção de bens que eram imprescindíveis», referiu

Esta necessidade de «reorganizar as cadeias de valor é uma oportunidade de sermos uma das plataformas europeias deste esforço de reindustrialização», disse António Costa.

«Temos todas as condições para isso porque, como vimos» nas apresentações das 15 empresas feitas antes, «temos indústrias que produzem bens para outras indústrias, que produzem bens para consumo final e de empresas que desenvolvem soluções de produção e de gestão de produção para outras empresas industriais».

Isto significa que «podemos desenvolver cada vez mais, não só a produção, mas também o software necessário para a produção, para o seu controlo, a sua otimização e a melhoria da produtividade».

Simultaneamente a esta transição nas cadeias de valor «estamos a assistir à transição digital e à aposta na indústria 4.0, outro fator muito forte para que Portugal seja um local para investir e a partir do qual se produz e vende bens e serviços para todo o mundo». «A feira de Hanover, por ser a maior feira industrial do mundo, tem de ser uma grande montra para afirmar esta capacidade que o País tem», disse.

 

Mostrar que somos mais do que conhecem

O Primeiro-Ministro contou que «quando a Chanceler Angela Merkel veio a Portugal, visitaram Braga para mostrar como uma grande empresa alemã, a Bosch, tinha criado um ecossistema de fornecedores e tinha ajudado a dar escala e a desenvolver pequenas e médias empresas que, trabalhando a partir da Bosch, se iam globalizando. A Senhora Merkel ficou vivamente impressionada e compreendeu como havia outro Portugal para além do que já é conhecido lá fora».

E «não é por passarmos a ser conhecidos como ótimos na indústria que Ronaldo ou as nossas praias perdem valor, que a nossa gastronomia perde sabor ou que os portugueses deixam de ser simpáticos e acolhedores», afirmou, acrescentando que «temos de mostrar que somos mais do que já sabem que somos», «para os que reconheçam o nosso valor e para que possamos continuar a desenvolver-nos».

Portugal, onde «em poucas décadas, as exportações passaram de 20% do PIB a valer mais de 40%, e nesta década têm de superar os 50%, tem de ganhar cada vez mais mundo. Se queremos criar condições para sermos mais competitivos, para criarmos mais e melhor emprego, para conseguirmos fixar o talento que formámos, para podermos atrair mais talento, para crescermos cada vez mais, temos de apostar no que nos diferencia e nos que nos acrescenta valor», sublinhou António Costa.

«Não podíamos estar aqui hoje se, ao longo das décadas anteriores não tivessem sido ganhas sucessivas apostas», referindo a universalidade do ensino básico, do pré-escolar, a redução do abandono escolar precoce, o aumento das qualificações dos jovens, vencendo «o maior défice do País, que era o das qualificações». Por isto, «cada ano estaremos em melhores condições para fazer mais e melhor», disse ainda.

 

Fonte: Página Oficial do Governo de Portugal – República Portuguesa
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